DAVIDMARREIROS@FACULDADEBELASARTESUNIVERSIDADEPORTO



]think simple.simply think[




23.12.07

MI.EXERC_01

MEDIA I . EXERCÍCIO 01 - FRAME/NARRATIVA
19.12.07

A PROPOSTA
Este exercício realizado em formato de workshop, em grupo e através do processo digital, visava a criação de uma sequência lógica de imagens (mínimo 10, máximo 20) sem restrição do modo como elas eram relacionadas. O único requisito era que a sequência partisse e tivesse contida na sequência final uma fotografia de um determinado filme, neste caso o filme “Happy Together”
de Wong Kar-Wai (1997).
A fotografia original apenas não poderia figurar nem no início nem no final da sequência. O tratamento digital das imagens obtidas era permitido.

O RESULTADO
E este foi o resultado: (o vídeo é suposto ser visualizado em loop)

(este exercício ainda vai sofrer uma pequena alteração. Actualização para breve.)

Foi um exercício muito agradável de realizar. Apesar da inicial dificuldade em acertar as ideias, a escolher a fotografia base e a encontrar tempo para fazer o exercício em conjunto, no final todo resultou da melhor forma. A solução final corresponde a uma sequência de imagens que possui um lógica não temporal, nem narrativa, mas apenas conceptual. Partindo de uma imagem que demonstrava uma certa violência e força (uma mão anónima a bater numa porta qualquer), pretendeu-se criar algo que demonstrasse a violência tanto na expressão da dor física como mental/psicológica. Assim, os frames iniciais correspondem a uma mão a bater a uma porta e, repentinamente, a bater em três pessoas que se apresentam quase como uma mesma. Esta será simbolicamente a representação da dor física. Nos frames seguintes, é expressa a dor psicológica através da exploração do efeito que diferentes materiais (líquido, ovo, pó) produzem quando soqueados.

PS.: Obrigado Bernardo, Diogo Rapazote e Sónia.
PS.(2): “During this project any FBAUP’s student had been hurt” :D

MI.PROJ_02

MEDIA I . PROJECTO 02 - REAL & FICÇÃO
19.12.07

A PROPOSTA

Pretende-se que o discente registe duas séries fotográficas – Real & Ficção — e posteriormente amplie o melhor resultado de cada uma delas. As provas finais deverão reflectir com máximo rigor t
odos os processos que caracterizam a prática da fotografia analógica (P&B): tema, tempo, movimento, composição, iluminação, textura, tonalidade, revelação e, por fim, ampliação. Parte 1 – Real . Parte da intenção deste projecto é questionar a importância da fotografia que se insere numa corrente fotográfica — Straight Photography — sustentada pela ideia de um único registo num único momento, a veracidade do ter estado lá associada ao instante decisivo, como definido por Henri Cartier-Bresson.
Parte 2 – Ficção . Por outro lado, e por oposição a essa corrente da verdade, existe a encenação, a falsa verdade. Nesta fase espera-se obter um resultado que, livre do acontecimento que aposta na semelhança e no verdadeiro, explore a ficção, uma possibilidade fotográfica que motivou vários movimentos artísticos.

from http://www.darkroom-media1.blogspot.com/

O RESULTADO
Inicialmente, tenho de r
eferir o agradável sentimento de voltar a trabalhar com analógico. É um processo completamente diferente, muito mais moroso e trabalhoso, mas simultaneamente muito mais recompensador. Talvez por isso tenha utilizado 4 rolos fotográficos e fotografado compulsivamente com uma máquina que adorei: Nikon FM2. Aqui estão as provas de contacto das fotografias obtidas:































Após um complicado processo de escolha da fotografia ideal tanto para o real como para a ficção, aqui estão os resultados:

The Others

Real . Esta foi mesmo nesta fotografia que disse: “Esta é A Fotografia.” Curiosamente pertencia ao meu quarto e último rolo, que por acaso até se estragou ligeiramente na revelação (a parte inferior do rolo não revelou correctamente), mas por vezes o azar resulta em sorte. Momento registado na Rua de Santa Catarina, a fotografia apresenta apenas um homem no lado direito da imagem que olha naturalmente para algo fora da fotografia. Todo o resto do ambiente movimentado da rua encontra-se desfocado e em segundo plano. Uma senhora no lado oposto ao do representado no plano principal parece aproximar-se e estabelecer uma relação com este; apesar de aparentemente supérfluo esta senhora é um elemento muito vital para toda a composição. O tal erro bem sucedido do rolo mal revelado, proporcionou à imagem um ligeiro fade inferior a negro que contrasta com a parte superior a branco. Porém, não consigo verbalizar correctamente o que penso quanto a este registo, apenas acho que a sua normalidade altamente natural possui algo, algum sentimento, alguma aura (talvez ligeiramente mística, fantasmagórica e etérea, possivelmente acentuada pelo tal contraste entre o negro inferior e o branco superior, que pode ser mesmo identificado simbolicamente com o terreno e o divino, como se o personagem representado fosse como um anjo caído na terra…) que o torna em algo quase surreal e estranho, talvez quase a tocar no ficcionado. Porém foi mesmo fruto do acaso, do real, o que me levou também a confirmar a minha preferência por este tipo de registo.

Weak and Powerless

Ficção . O meu objectivo inicial era criar uma imagem o mais “camuflada” possível, ou seja, criar uma imagem ficcionada que se confundisse com a realidade. O tema fotografado foi uma cena de um assalto, ideia surgida após visualizar a expressão de medo, impotência e terror de uma colega minha aquando de um grande susto. O meu objectivo foi mesmo representar essa expressão, objectivo que acho que foi alcançado. Apesar de o tema da fotografia ser algo difícil de ser captado na realidade, a tempo real, o desfoque subtil que cobre toda a fotografia demonstra uma certa urgência do fotógrafo para captar um instante tão fugaz como aquele, factor que torna esta encenação mais real. Também o enquadramento bem fechado, no qual as personagens quase não cabem também demonstra essa mesma urgência.

Estas foram as escolhidas, mas muitas outras eram do meu agrado. Aqui estão mais duas fotografias que revelei:














Desculpem a larga explicação, :D

Comentem,

PS.: Obrigado Nuno e Isabel por terem sido os meus modelos. São uns bacanos. :D. Foram realmente muito bons. Fiquem bem. :D (Desculpa, Isabel, pelo susto, o real, que te tinha pregado, mas ele sempre deu origem a estas fotografias… :D)

ITD.PROJ_05

INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 05
29.11.07

A PROPOSTA
No Projecto 05 cada aluno teria de criar um cartaz de intervenção social que abordasse um de dois temas propostos: Sida/Preservativo ; ou Tabaco/Malefícios do Tabaco. Porém a imagem final não poderia conter nenhum elemento (fosse ele tipográfico ou imagético) que estivesse directamente relacionado com o tema, ou que aparentasse demasiado óbvio (ex.: cigarro, preservativo). A utilização do laço da Sida e de fumo era permitida.

O RESULTADO
O tema escolhido foi o da Sida, e á semelhança do projecto anterior, este também utiliza a dura realidade para passar a mensagem pretendida. Foram formuladas duas propostas (uma delas com duas variantes), sempre abordando o maior malefício da Sida, a morte. E considerei que a melhor forma de representar a morte por Sida, era demonstrá-la mesmo. Assim, nos cartazes criados o registo é sempre bastante chocante, principalmente na segunda proposta. A frase principal utilizada em todos eles é “Protect Yourself”, frase com um sentido altamente imperativo.

Na primeira proposta é apresentada uma mão esquelética de uma pessoa numa cama de hospital. A mão encontra-se em posição tal que parece que a pessoa acabou de falecer. Enrolada à mão encontra-se uma fita, a representar o laço da Sida, que passa do vermelho vivo (símbolo de vida) até ao negro absoluto (símbolo da morte). Este elemento é acompanhado pelo texto que possui exactamente as mesmas cores que a fita: a frase “Protect Yourself…” a vermelho e situada na mesma vertical que a parte da fita referente à vida (linha vertical de força – vida); a frase “… before it is too late.” a negro e situada na mesma horizontal que a parte da fita referente à morte (linha horizontal de força – morte).

Já a segunda proposta é relativamente mais chocante, pois apresenta uma fotografia real de um sujeito morto pela Sida. O corpo encontra-se na horizontal e localizado na parte inferior do cartaz (horizontal e inferior – símbolo da morte) num estado visível de decomposição. A morte devido à Sida é igualmente visível em todo o corpo, através da magreza extrema e do sarcoma. Foi adicionada no braço uma pequena tatuagem a preto (morte) do laço da Sida. O fundo é composto por um contraste entre a escuridão absoluta e a iluminação forte de três projectores no topo da imagem, à semelhança de uma cena de hospital. O texto encontra-se centrado, estando a frase “Protect Yourself” no topo da composição e a frase complementar na parte inferior. Esta proposta possui duas variantes: uma na qual a frase secundária é “before it is too late”; e outra na qual a mesma é “*This is just a Reminder”.
Basicamente pretendia afirmar e alertar que a Sida existe, que ela mata realmente e que continuará a matar caso nada seja feito. Mais uma vez… é chocante? É. A realidade é, de facto, chocante. A melhor forma de lidar com o problema não é tentar suaviza-lo mas sim encará-lo de frente.

ITD.PROJ_04

INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 04
03.12.07

A PROPOSTA
Neste projecto cada aluno teria de criar uma T-shirt, que apenas poderia conter como elemento tipográfico a expressão UNDO, ou outra forma de representar esta mesma expressão, como por exemplo, o atalho Ctrl+Z. A acompanhar este elemento fixo, o aluno apenas poderia utilizar um elemento de cariz imagético qualquer, que demonstrasse a razão para fazer Undo (volta
r atrás).

O RESULTADO

Decidi utilizar na t-shirt uma imagem relativa ao Holocausto, como forma de alerta social. Porém a imagem não possuiu a visibilidade de uma fotografia original. De facto, ao longe e de relance a imagem parece uma mancha abstracta, uma textura, um estampado de tropa, graças ao seu cariz vectorial e à reduzida gama cromática. Só quando a pessoa se aproxima e tenta descodificar aquela mancha para algo figurativo é que depreende a imensidão de cadáveres amontoados, numa cena bastante dramática, horrível, mas ao mesmo tempo tão verdadeira. Isto faz com que a pessoa tenha uma reacção de surpresa e simultaneamente de repulsa natural. E esse foi o meu objectivo, chocar com a dura verdade. Penso que muitos de nós, vivem vidas totalmente automatizadas; por isso, tentam fugir à realidade, pensar que não aconteceu; de facto, é mais fácil, mas mais falso. A melhor forma de tratar um problema é encará-lo de frente; esta t-shirt pretende fazer isso mesmo: mostrar aquela imagem para ser encarada de frente, de modo a que a pessoa se recorde, e que assim possa prevenir futuros acontecimentos semelhantes. Undo, a esta imagem e a muitas suas semelhantes já não é possível fazer, infelizmente, pode-se é prevenir o futuro. Daí que o elemento tipográfico obrigatório tenha sido adicionado numa caixa verde, á semelhança de um botão de computador, no qual está escrito a palavra Undo e também o atalho Ctrl+Z. Isto é complementado por um cursor de rato (tal como se estivesse-mos a editar uma imagem) com o símbolo de proibição de modo a demonstrar que somos incapazes de fazer Undo a tal acontecimento.
Choca? Claro que choca, a imagem é horrível, repulsiva até. Mas mais horrível foi o que se passou e ainda mais horrível é pensar que ainda possa continuar a acontecer a outras escalas, de outros modos e em outros sítios.

(Nota: Na ideia inicial a t-shirt deveria ficar toda ela estampada com a imagem, mas devido a problemas técnicos de impressão e estampagem tal não foi possível.)

22.12.07

ITD.PROJ_03

INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 03
19.11.07

A PROPOSTA
No seguimento do Projecto 02, este projecto pretendeu publicitar um produto/equipamento qualquer através de uma qualquer tipologia de divulgação publicitário, tudo à escolha do aluno. Não existiam quaisquer limites aparentes. (o único limite em Design, é mesmo a imaginação. O objectivo do projecto seria, provavelmente, lev
ar a nossa imaginação ao limite… esperamos que sim. :D)

O RESULTADO

O produto escolhido para a execução do anúncio publicitário foi o Skip Black Velvet, um detergente especialmente concebido para a lavagem de roupa de cor preta ou escura. Tal como no projecto anterior várias foram as ideias, mas, curiosamente, a primeira foi a que sempre prevaleceu acabando por ser executada.
O anúncio apenas transmite a frase “Pure Black” (Puro Preto). Considerei que mais nada era necessário para comunicar a mensagem de um detergente deste tipo, apenas a originalidade na escolha de suporte e de impressão. De forma a me afastar do típico anúncio colorido em folha de revista brilhante, optei por utilizar o material para o qual o produto é indicado, tecido, mais especificamente tecido de cor preta. O texto “Pure Black” localizado ao centro e o logótipo oficial da marca e do produto localizados no canto inferior direito, estilo assinatura, teriam de ser imprimidos em Verniz UV de modo a sobressaírem subtilmente do fundo preto. Como da ideia à execução ainda vai um bom bocado, não foi assim tão fácil chegar a um resultado final, aquando da descoberta da remota possibilidade de estampar manualmente o tecido preto com transfer para roupa branca. E, felizmente o resultado correspondeu exactamente ao idealizado, talvez ainda melhor.
O anúncio foi posteriormente colocado numa revista (como se dela fizesse realmente parte) que tem por público-alvo mulheres dos 20 aos 50, tal como o próprio produto pode possuir. Optei por executar um anúncio de duas páginas de modo a criar uma mancha quase totalmente preta que destoa propositadamente de todo aquele espaço colorido da revista.
O objectivo do anúncio era assim demonstrar ao público o modo como a sua roupa iria ficar caso fosse lavada com Skip Black Velvet. Iria ficar Puramente Preta, tal como o tecido do anúncio, mais nada. Em termos comunicativos este é um anúncio que prima pela facilidade e objectividade da mensagem acompanhado por uma estética muito purista, minimalista e simples.
(“Keep it Simple, Sample and Stupid”).

Comentem,

PS.: Escolhi o Skip Black Velvet porque considero que os piores anúncios são os de detergentes (para quê mostrar a diferença entre o produto a vender e o concorrente, quando se pode apenas mostrar as qualidades do nosso…?) e também porque na altura precisava do dito detergente. :D)

ITD.PROJ_02

INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 02
05.11.07

A PROPOSTA
Inicialmente este projecto visava a produção de um anúncio (estilo classificados) para vender, de uma forma original, um qualquer equipamento/produto pessoal. Entretanto, o projecto foi ligeiramente invertido, ou seja, procurou na mesma vender um produto qualquer, mas agora a atenção não seria dada ao produto mas sim à razão de venda do mesmo. Porém a razão, não poderia ser algo banal; o objectivo era ser algo mesmo improvável, estranho, quase a tocar no absurdo. Após um brain-storming com toda a turma, várias foram as frases produzidas para a suposta razão. Cada frase foi sorteada e entregue a um aluno para, com ela cumprir o objectivo do trabalho. A mim foi entregue frase: “Quero-me Suicidar”. (:D Frase bastante simpática e positiva, claro…!!! :D)

O RESULTADO

Com uma frase tão simpática e positiva (… :D), “Quero-me Suicidar”, várias foram as hipóteses que formulei, sempre com o mesmo objecto de venda, um Motorola V3X. No final, foram duas as propostas apresentadas: uma mais figurativa e óbvia; outra mais abstracta e minimalista.

Na primeira a tipografia é utilizada como forma de criar uma imagem, um movimento, uma orientação; a palavra Suicidar encontra-se a “cair” de um precipício, estando mesmo o R final da palavra esmagado contra o suposto chão a vermelho. Basicamente a palavra indica a trajectória e o final de uma pessoa em suicídio (… positivo…!!! :p) Mas antes do desfecho final, da suposta morte da pessoa/R encontra-se uma linha que separe o R da restante palavra, a deadline. Foi feita esta pequena analogia da deadline (linha da morte, tradução à letra) como forma de demonstrar que a partir de uma data respectiva o tal acontecimento se iria dar caso não fosse comprado o produto. Quanto a cores utilizadas, apenas o vermelho, o preto e o branco comunicam correctamente e claramente a mensagem.
Já a segunda proposta apresenta-se mais simples, mais limpa, mais minimalista, mas igualmente comunicativa e directa. A ideia de suicídio é dada ao outro através da força e violência da linha vermelha de espessura variável a 2/3 da largura da folha branca. Tal como na hipótese anterior foi adicionada a deadline a 2/3 da altura da folha, equilibrada com o texto principal a 1/3 da altura da mesma. Na minha opinião esta é uma solução menos óbvia e muito mais equilibrada devido à existência de uma organização matemática que divide harmonicamente os espaços de informação e de vazio.

Comentem,

PS.: Para que conste, contrariamente a alguns projectos, este não foi o mais frustrante, mesmo com a bonita frase que ostentava… :D “During this project any FBAUP’s student had tried to commit suicide” :D
PS.(2): Também para que conste, não, não me quero suicidar, mas se quiserem comprar o telemóvel, estejam a vontade… :D)

ITD.EXERC_02

INTRODUÇÃO AO DESIGN . EXERCÍCIO 02
17.10.07


A PROPOSTA
Semelhante ao Exercício 01 e utilizando colagens de qualquer tipo de elementos (tipográficos, imagéticos), este exercício tinha como objectivo criar uma composição que demonstrasse um protesto/crítica ou uma sátira/ironia relativamente a um tema à escolha. O suporte a utilizar é um quadrado de 20cm e o material é o mesmo jornal utilizado no Exercício 01.


O RESULTADO

A composição realizada pretende demonstrar u
ma crítica/protesto com um certo tom irónico e satírico relativamente ao tema do futebol. Pretende criticar o modo como o futebol se tornou mais num grande negócio do que em apenas um desporto. É obviamente uma profissão, mas esta composição apenas pretende alertar para as grandes quantias de dinheiro que cada futebolista recebe por mês (ou satirizado na composição, por segundo) em comparação com o “normal povo”. Para isso é utilizada a imagem do Cristiano Ronaldo, juntamente com a fotografia de dois miúdos; um deles que corre com a bola (símbolo do dinheiro) e o outro que desesperadamente tenta chegar a essa mesma bola. Esta imagem é reforçada com as frases: “o número de jogadores duplicou e noutros triplicou. / Razão? / O Ronaldo / O Dinheiro”.

ITD.EXERC_01

INTRODUÇÃO AO DESIGN . EXERCÍCIO 01
15.10.07

A PROPOSTA

Este pequeno exercício tinha como finalidade criar duas composições que representassem, cada uma, um determinado conceito. Cada composição teria de ser executada num quadrado de 20cm, utilizando colagens de papel de jornal (Jornal obrigatório – Público; edição de segunda-feira, 15/10/2007), que apenas possuíssem elementos tipográficos. A utilização directa de elementos imagéticos era proibida; tal tipo de elemento só poderia figurar na composição se construído através de tipografia diversa. Deveriam ser representados dois de três conceitos: Egoísmo, Democracia e Cubismo.

O RESULTADO

Foram escolhidos os conceitos do Egoísmo e do Cubismo para a execução das composições:

Egoísmo . A composição final referente a este conceito, possui um tom de crítica social, aparentemente suave, através de todas as palavras e frases presentes: “Dê-me uma pequena ajuda / não ; “veste duas gravatas ao mesmo tempo”; “Há cada vez mais / Ego. / a culpa é dos lobos.” Outras palavras e frases contidas (como: “não” / “o mundo mudou. O mundo é mono”; “monocromático”; “privada”) transmitem também a individualidade e a centralização pessoal caracterizadoras do egoísmo. Todos estes elementos juntamente com outras pequenas colagens de texto de tamanho mais reduzido constroem um fundo que não é totalmente uniforme nem regular; de facto estes elementos apenas cobrem uma parte do quadrado de 20cm deixando uma outra porção em branco cru, de forma a tornar toda a composição mais acessível e também a formar a silhueta de um único individuo. A utilização do “o” da palavra “ego” a vermelho é também propositada, assim como a utilização dos pontos finais (um a preto; e dois a vermelho).

Cubismo . Contrariamente ao Egoísmo, a representação do conceito de Cubismo foi, para mim, muito mais difícil de realizar. Utilizando apenas colagens de quadrados sobre o quadrado de 20cm, procurei representar uma figura humana feminina sob um processo de desconstrução e geometrização das formas, características inerentes ao estilo cubista. Deste modo, a mulher é representada através da cabeça completa (estando no cabelo as letras C;U;B – cubismo) e de uma boca vermelha que é simultaneamente um seio. Este último elemento utiliza a técnica da figura-fundo: a boca é representada através da figura vermelha sobre o fundo; já o seio é construído através do fundo branco delimitado pela forma vermelha correspondente ao lábio inferior, e através de um pequeno quadrado amarelo que representa um mamilo.

21.12.07

ITD.PROJ_01

INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 01 - IMAGEM DE IDENTIDADE
10.10.07

A PROPOSTA
Na disciplina de ITD (Introdução ao Design) foi-nos proposto, como projecto inicial, a realização de uma imagem própria de identidade, identificativa e caracterizadora de cada aluno, que conjugasse formas imagéticas e tipográficas numa composição qualquer com materiais também de livre escolha. O formato da composição era A3 ao alto e a utilização directa de computador para a realização do projecto era proibida. A imagem deveria acima de tudo, cumprir a sua função maior – permitir a rápida associação do nome à fisionomia de cada aluno pelo professor.

O RESULTADO
Como não era minha intenção mostrar nitidamente toda a minha face, optei por utilizar uma fotografia minha tratada como um espelho partido. Penso que cada um de nós é constituído por vários pedaços; a nossa aparente unidade é dada através da co-relação de várias características não apenas nossas, mas também dos outros e do espaço circundante. Quando uma pessoa se tenta lembrar de nós ou de nos identificar, não se lembra do todo, mas sim das partes, ou melhor constrói o todo a partir dos pedaços principais e mais marcantes tanto relativos à imagem como à personalidade. E como o objectivo do projecto era o de executar uma imagem de identificação, foi exactamente isso que fiz através do pressuposto anterior, que os outros se lembram do Eu através de pedaços.
Foi minha intenção tirar partido da tridimensionalidade, da ideia de suspensão no nada, da existência não-existente, por isso vários pedaços separam-se do Todo ficando a vaguear no espaço, no Vazio. Cada pedaço encontra-se identificado e possui no verso a imagem real, a fotografia do pedaço que me identifica, imagens estas que se projectam na superfície espelhada que serve de suporte à composição. Foram escolhidos como elementos identificativos o olho, o nariz, a boca, a barba, o polegar, o colar do Escorpião e a pulseira. A superfície espelhada possui a função de reflectir toda a composição, não só o verso dos pedaços mas também o todo (pois, no verso do todo, encontra-se a imagem real e original); e simbolicamente representa o Eu, o espelho é a objecto mais fácil de nos reconhecer-mos fisicamente. Porém preferi não colocar um espelho perfeito, mas sim com algumas rugas e riscos, de modo a obter uma impressão de distorção e de imperfeição propositada, característica inata de qualquer humano. A minha personalidade, essa encontra-se espalhada por todo o projecto através da cor e da forma; aquilo sou eu; é como eu penso; como sou: activo (cores), versátil, simultaneamente expressivo e contido, versátil, dinâmico, simultaneamente negro e luminoso… O nome é outro dos elementos que nos diferencia, ou melhor que nos categoriza. Assim, o meu nome, David Marreiros, encontra-se escrito a preto no final da composição, como assinatura, mas apenas com uma pequena alteração – a acentuação cromática do R (a vermelho) tal como eu próprio acentuo oralmente. Como forma de harmonizar a relação do elemento imagético superior com o elemento tipográfico é adicionado no final do nome um pequeno símbolo, que pode ser entendido tanto como mais uma das formas suspensas, como a estrela de David numa abordagem mais dinâmica e moderna que a original.
Basicamente a composição demonstra a decomposição do Eu, de modo a ser mais facilmente identificada pelos Outros.

Material utilizado: K-line; Acetato, Acetado Impresso, Folha Autocolante de Espelho, Papel de Fotografia Impresso.

18.12.07

MI.PROJ_01

MEDIA I . PROJECTO 01 - 1MIN = 1 IMG
10.10.07

A PROPOSTA
O canal de televisão francês FR3 lançou em 1983 um programa criado e realizado por Agnés Varda intitulado Une Minute Pour Une Image. Como anunciava o título, tratava-se de um minuto de transmissão de uma fotografia comentada em voz off por diversas pessoas. O primeiro projecto desta disciplina consiste no mesmo princípio, seleccione uma imagem e prepare um discurso de um minuto que sustente a sua opção.

O RESULTADO
Esta imagem corresponde a uma pintura a pastel de óleo que executei no 10º ano, cópia de uma fotografia da National Geographic. Adoro esta imagem, por várias razões. Primeiro, porque sou de signo Escorpião e, como tal, adoro escorpiões - no meu quarto eles até parecem que se reproduzem... :D Segundo, porque em termos estéticos e formais é uma imagem muito bem construída pelos geniais fotógrafos da National Geographic. O grande contraste entre o preto (o obscuro) e o branco (a luz) é incrível, principalmente no modo como a mão parece emergir de toda aquela escuridão de uma forma altamente subtil mas fantástica. O escorpião, animal algo ligado ao obscuro, encontra-se ligado ao preto do fundo como se dele fizesse parte integrante, sendo só a luz e a mão esbranquiçada que lhe define as formas. Basicamente, este imagem simboliza o que eu sou: um escorpião (tanto em signo, como em personalidade).

10.12.07

://blogs.fbaup

Aqui estão blogues de duas disciplinas:

INTRODUÇÃO AO DESIGN:
http://umprimeiroquepareceterceiro.wordpress.com/

MEDIA I:
http://www.darkroom-media1.blogspot.com/

Acompanhem também,

«q.»

«Pode haver genes que determinem a forma das nossas cabeças mas não há nenhum gene que determine o formato das nossas ideias.» - Richard Lewontin

7.12.07

dм.d@fbaup

Bem-vindos,

Assim nasce o dм.d@fba.up. Já que ainda não existe website, a solução passou pela criação deste simples blog, apenas com o objectivo de mostrar o trabalho por mim realizado durante o curso de Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. (Daí o nome dm.d@fbaup : – David Marreiros ; d – Design ; @fba.up – na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto)

Iniciei o curso este ano, 2007, e em breve espero publicar os trabalhos já realizados. Espero que comentem, gostem ou não... :)

Fiquem Bem,
David Marreiros