"FORA DE SERVIÇO"
Exposição na Reitoria da Universidade do Porto
A reitoria da Universidade do Porto acolhe a exposição “Fora de serviço” produzida pelos alunos do primeiro ano do curso de Design da Comunicação da FBAUP.
Esta exposição propõe uma reflexão sobre a funcionalidade do cinzeiro, objecto que se torna obsoleto no espaço público, a partir da aplicação da nova lei.
Não é um exercício de reciclagem, mas sim uma análise de novas perspectivas, atribuindo ao cinzeiro outras abordagens ou significados. A exposição foi coordenada pelos docentes António Queirós e Julio Dolbeth, e integra nesta passagem pela Reitoria, cinzeiros de cada uma das diferentes faculdades da U.Porto.
(Imagens Em Breve)
DAVIDMARREIROS@FACULDADEBELASARTESUNIVERSIDADEPORTO
]think simple.simply think[
14.2.08
dм.d_news@ITD.PROJ_06
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DAVIDMARREIROS
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11:16:00
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29.1.08
dм.d_news@ITD.PROJ_06
Novidades quanto ao Projecto_06 de Introdução ao Design. Boas Novidades. Deêm uma vista de olhos:
CANAL UP
http://www.canalup.tv/?menu=noticia&id_noticia=1745
JPR
http://jpr.icicom.up.pt/2008/01/cinzeiros_com_duvidas_existenciais_na_fbaup.html
NEWSLETTER UP
http://newsletter.up.pt/media_site/uporto_na_imprensa/2008/01/21/expo_tabaco_fbaup_20-01-2008.pdf
RTP (Jornal da Tarde - 25.02.08)
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=322344&tema=32
PÚBLICO (20.02.08)
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DAVIDMARREIROS
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10:08:00
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20.1.08
ITD.PROJ_06
INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 06
14.01.08
Projecto 06 inspirou-se na nova lei do tabaco que entrou em vigor desde o dia 1 de Janeiro de 2008. A ideia passava basicamente pela questão: o que se fazer a um objecto obsoleto (tal como o cinzeiro estaria a tornar-se)? Apenas duas hipóteses. Ou se torna numa peça de museu ou se torna em algo novo. Este projecto tomou assim como objectivo a produção de novos objectos a partir de um simples cinzeiro branco.
O RESULTADO
Após várias ideias, percebemos que para os fumadores, fumar um cigarro tornara-se quase como uma necessidade fisiológica básica, equiparada a comer, respirar, beber, urinar, etc. Então porque não tornar o objecto principal dessa actividade fisiológica artificial, num objecto para ser usado numa necessidade fisiológica natural: urinar. Surgiu assim, a partir do tal cinzeiro, um urinol. Ou melhor, um “Ourinol”. Porque, de facto, para urinar, há que ter classe ao fazê-lo… Nada melhor do que urinar, para um equipamento banhado a ouro. É de Classe, deveras.
Obviamente que tudo isto tem um objectivo, principalmente de um forte cariz crítico. Antes disso, há que compreender que o urinol é um equipamento intrínseco da cultura contemporânea, e que principalmente desde Marcel Duchamp, ganhou um certo destaque artístico. Quanto ao anteriormente referido sentido crítico, a obra pretende ilustrar o acto de Urinar para o Cinzeiro, numa correspondência simbólica ao desprezo (urinar) para um hábito já fora de moda e de alguma falta de educação (o acto de fumar, simbolizado pelo cinzeiro). Tudo isto é acentuado pela notória ironia dada pela cor dourada, pela imagem cliché de WC do menino a urinar e pelo autocolante identificativo do produto.+copy.jpg)
Urinar? Há que ter classe ao fazê-lo...
Indo contra todos os estereótipos de equipamento de casa de banho, criámos um urinol que irá alterar, por completo, o conceito tradicional de WC.
Seguindo todas as exigências que nos foram apresentadas, construímos um projecto que responde a todas as necessidades estéticas e funcionais para tornar o produto completo.
“Ourinol” irá revolucionar as casas de banho dos portugueses...
Pedro Reis
Sílvia Silva
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DAVIDMARREIROS
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22:40:00
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labels> ITD
23.12.07
ITD.PROJ_05
29.11.07
A PROPOSTA
No Projecto 05 cada aluno teria de criar um cartaz de intervenção social que abordasse um de dois temas propostos: Sida/Preservativo ; ou Tabaco/Malefícios do Tabaco. Porém a imagem final não poderia conter nenhum elemento (fosse ele tipográfico ou imagético) que estivesse directamente relacionado com o tema, ou que aparentasse demasiado óbvio (ex.: cigarro, preservativo). A utilização do laço da Sida e de fumo era permitida.
O RESULTADO

O tema escolhido foi o da Sida, e á semelhança do projecto anterior, este também utiliza a dura realidade para passar a mensagem pretendida. Foram formuladas duas propostas (uma delas com duas variantes), sempre abordando o maior malefício da Sida, a morte. E considerei que a melhor forma de representar a morte por Sida, era demonstrá-la mesmo. Assim, nos cartazes criados o registo é sempre bastante chocante, principalmente na segunda proposta. A frase principal utilizada em todos eles é “Protect Yourself”, frase com um sentido altamente imperativo.
Na primeira proposta é apresentada uma mão esquelética de uma pessoa numa cama de hospital. A mão encontra-se em posição tal que parece que a pessoa acabou de falecer. Enrolada à mão encontra-se uma fita, a representar o laço da Sida, que passa do vermelho vivo (símbolo de vida) até ao negro absoluto (símbolo da morte). Este elemento é acompanhado pelo texto que possui exactamente as mesmas cores que a fita: a frase “Protect Yourself…” a vermelho e situada na mesma vertical que a parte da fita referente à vida (linha vertical de força – vida); a frase “… before it is too late.” a negro e situada na mesma horizontal que a parte da fita referente à morte (linha horizontal de força – morte).
Já a segunda proposta é relativamente mais chocante, pois apresenta uma fotografia real de um sujeito morto pela Sida. O corpo encontra-se na horizontal e localizado na parte inferior do cartaz (horizontal e inferior – símbolo da morte) num estado visível de decomposição. A morte devido à Sida é igualmente visível em todo o corpo, através da magreza extrema e do sarcoma. Foi adicionada no braço uma pequena tatuagem a preto (morte) do laço da Sida. O fundo é composto por um contraste entre a escuridão absoluta e a iluminação forte de três projectores no topo da imagem, à semelhança de uma cena de hospital. O texto encontra-se centrado, estando a frase “Protect Yourself” no topo da composição e a frase complementar na parte inferior. Esta proposta possui duas variantes: uma na qual a frase secundária é “before it is too late”; e outra na qual a mesma é “*This is just a Reminder”.
Basicamente pretendia afirmar e alertar que a Sida existe, que ela mata realmente e que continuará a matar caso nada seja feito. Mais uma vez… é chocante? É. A realidade é, de facto, chocante. A melhor forma de lidar com o problema não é tentar suaviza-lo mas sim encará-lo de frente.
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DAVIDMARREIROS
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14:53:00
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labels> ITD
ITD.PROJ_04
03.12.07
A PROPOSTA
Neste projecto cada aluno teria de criar uma T-shirt, que apenas poderia conter como elemento tipográfico a expressão UNDO, ou outra forma de representar esta mesma expressão, como por exemplo, o atalho Ctrl+Z. A acompanhar este elemento fixo, o aluno apenas poderia utilizar um elemento de cariz imagético qualquer, que demonstrasse a razão para fazer Undo (voltar atrás).
O RESULTADO

Decidi utilizar na t-shirt uma imagem relativa ao Holocausto, como forma de alerta social. Porém a imagem não possuiu a visibilidade de uma fotografia original. De facto, ao longe e de relance a imagem parece uma mancha abstracta, uma textura, um estampado de tropa, graças ao seu cariz vectorial e à reduzida gama cromática. Só quando a pessoa se aproxima e tenta descodificar aquela mancha para algo figurativo é que depreende a imensidão de cadáveres amontoados, numa cena bastante dramática, horrível, mas ao mesmo tempo tão verdadeira. Isto faz com que a pessoa tenha uma reacção de surpresa e simultaneamente de repulsa natural. E esse foi o meu objectivo, chocar com a dura verdade. Penso que muitos de nós, vivem vidas totalmente automatizadas; por isso, tentam fugir à realidade, pensar que não aconteceu; de facto, é mais fácil, mas mais falso. A melhor forma de tratar um problema é encará-lo de frente; esta t-shirt pretende fazer isso mesmo: mostrar aquela imagem para ser encarada de frente, de modo a que a pessoa se recorde, e que assim possa prevenir futuros acontecimentos semelhantes. Undo, a esta imagem e a muitas suas semelhantes já não é possível fazer, infelizmente, pode-se é prevenir o futuro. Daí que o elemento tipográfico obrigatório tenha sido adicionado numa caixa verde, á semelhança de um botão de computador, no qual está escrito a palavra Undo e também o atalho Ctrl+Z. Isto é complementado por um cursor de rato (tal como se estivesse-mos a editar uma imagem) com o símbolo de proibição de modo a demonstrar que somos incapazes de fazer Undo a tal acontecimento.
Choca? Claro que choca, a imagem é horrível, repulsiva até. Mas mais horrível foi o que se passou e ainda mais horrível é pensar que ainda possa continuar a acontecer a outras escalas, de outros modos e em outros sítios.
(Nota: Na ideia inicial a t-shirt deveria ficar toda ela estampada com a imagem, mas devido a problemas técnicos de impressão e estampagem tal não foi possível.)
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DAVIDMARREIROS
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13:48:00
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labels> ITD
22.12.07
ITD.PROJ_03
19.11.07
A PROPOSTA
No seguimento do Projecto 02, este projecto pretendeu publicitar um produto/equipamento qualquer através de uma qualquer tipologia de divulgação publicitário, tudo à escolha do aluno. Não existiam quaisquer limites aparentes. (o único limite em Design, é mesmo a imaginação. O objectivo do projecto seria, provavelmente, levar a nossa imaginação ao limite… esperamos que sim. :D)
O RESULTADO

O produto escolhido para a execução do anúncio publicitário foi o Skip Black Velvet, um detergente especialmente concebido para a lavagem de roupa de cor preta ou escura. Tal como no projecto anterior várias foram as ideias, mas, curiosamente, a primeira foi a que sempre prevaleceu acabando por ser executada.
O anúncio apenas transmite a frase “Pure Black” (Puro Preto). Considerei que mais nada era necessário para comunicar a mensagem de um detergente deste tipo, apenas a originalidade na escolha de suporte e de impressão. De forma a me afastar do típico anúncio colorido em folha de revista brilhante, optei por utilizar o material para o qual o produto é indicado, tecido, mais especificamente tecido de cor preta. O texto “Pure Black” localizado ao centro e o logótipo oficial da marca e do produto localizados no canto inferior direito, estilo assinatura, teriam de ser imprimidos em Verniz UV de modo a sobressaírem subtilmente do fundo preto. Como da ideia à execução ainda vai um bom bocado, não foi assim tão fácil chegar a um resultado final, aquando da descoberta da remota possibilidade de estampar manualmente o tecido preto com transfer para roupa branca. E, felizmente o resultado correspondeu exactamente ao idealizado, talvez ainda melhor. O anúncio foi posteriormente colocado numa revista (como se dela fizesse realmente parte) que tem por público-alvo mulheres dos 20 aos 50, tal como o próprio produto pode possuir. Optei por executar um anúncio de duas páginas de modo a criar uma mancha quase totalmente preta que destoa propositadamente de todo aquele espaço colorido da revista.
O objectivo do anúncio era assim demonstrar ao público o modo como a sua roupa iria ficar caso fosse lavada com Skip Black Velvet. Iria ficar Puramente Preta, tal como o tecido do anúncio, mais nada. Em termos comunicativos este é um anúncio que prima pela facilidade e objectividade da mensagem acompanhado por uma estética muito purista, minimalista e simples.
(“Keep it Simple, Sample and Stupid”).
Comentem,
PS.: Escolhi o Skip Black Velvet porque considero que os piores anúncios são os de detergentes (para quê mostrar a diferença entre o produto a vender e o concorrente, quando se pode apenas mostrar as qualidades do nosso…?) e também porque na altura precisava do dito detergente. :D)
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DAVIDMARREIROS
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16:52:00
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labels> ITD
ITD.PROJ_02
05.11.07
A PROPOSTA
Inicialmente este projecto visava a produção de um anúncio (estilo classificados) para vender, de uma forma original, um qualquer equipamento/produto pessoal. Entretanto, o projecto foi ligeiramente invertido, ou seja, procurou na mesma vender um produto qualquer, mas agora a atenção não seria dada ao produto mas sim à razão de venda do mesmo. Porém a razão, não poderia ser algo banal; o objectivo era ser algo mesmo improvável, estranho, quase a tocar no absurdo. Após um brain-storming com toda a turma, várias foram as frases produzidas para a suposta razão. Cada frase foi sorteada e entregue a um aluno para, com ela cumprir o objectivo do trabalho. A mim foi entregue frase: “Quero-me Suicidar”. (:D Frase bastante simpática e positiva, claro…!!! :D)
O RESULTADO

Com uma frase tão simpática e positiva (… :D), “Quero-me Suicidar”, várias foram as hipóteses que formulei, sempre com o mesmo objecto de venda, um Motorola V3X. No final, foram duas as propostas apresentadas: uma mais figurativa e óbvia; outra mais abstracta e minimalista.
Na primeira a tipografia é utilizada como forma de criar uma imagem, um movimento, uma orientação; a palavra Suicidar encontra-se a “cair” de um precipício, estando mesmo o R final da palavra esmagado contra o suposto chão a vermelho. Basicamente a palavra indica a trajectória e o final de uma pessoa em suicídio (… positivo…!!! :p) Mas antes do desfecho final, da suposta morte da pessoa/R encontra-se uma linha que separe o R da restante palavra, a deadline. Foi feita esta pequena analogia da deadline (linha da morte, tradução à letra) como forma de demonstrar que a partir de uma data respectiva o tal acontecimento se iria dar caso não fosse comprado o produto. Quanto a cores utilizadas, apenas o vermelho, o preto e o branco comunicam correctamente e claramente a mensagem.
Já a segunda proposta apresenta-se mais simples, mais limpa, mais minimalista, mas igualmente comunicativa e directa. A ideia de suicídio é dada ao outro através da força e violência da linha vermelha de espessura variável a 2/3 da largura da folha branca. Tal como na hipótese anterior foi adicionada a deadline a 2/3 da altura da folha, equilibrada com o texto principal a 1/3 da altura da mesma. Na minha opinião esta é uma solução menos óbvia e muito mais equilibrada devido à existência de uma organização matemática que divide harmonicamente os espaços de informação e de vazio.
Comentem,
PS.: Para que conste, contrariamente a alguns projectos, este não foi o mais frustrante, mesmo com a bonita frase que ostentava… :D “During this project any FBAUP’s student had tried to commit suicide” :D
PS.(2): Também para que conste, não, não me quero suicidar, mas se quiserem comprar o telemóvel, estejam a vontade… :D)
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DAVIDMARREIROS
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16:50:00
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labels> ITD
ITD.EXERC_02
17.10.07
A PROPOSTA
Semelhante ao Exercício 01 e utilizando colagens de qualquer tipo de elementos (tipográficos, imagéticos), este exercício tinha como objectivo criar uma composição que demonstrasse um protesto/crítica ou uma sátira/ironia relativamente a um tema à escolha. O suporte a utilizar é um quadrado de 20cm e o material é o mesmo jornal utilizado no Exercício 01.
O RESULTADO

A composição realizada pretende demonstrar uma crítica/protesto com um certo tom irónico e satírico relativamente ao tema do futebol. Pretende criticar o modo como o futebol se tornou mais num grande negócio do que em apenas um desporto. É obviamente uma profissão, mas esta composição apenas pretende alertar para as grandes quantias de dinheiro que cada futebolista recebe por mês (ou satirizado na composição, por segundo) em comparação com o “normal povo”. Para isso é utilizada a imagem do Cristiano Ronaldo, juntamente com a fotografia de dois miúdos; um deles que corre com a bola (símbolo do dinheiro) e o outro que desesperadamente tenta chegar a essa mesma bola. Esta imagem é reforçada com as frases: “o número de jogadores duplicou e noutros triplicou. / Razão? / O Ronaldo / O Dinheiro”.
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DAVIDMARREIROS
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15:00:00
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labels> ITD
ITD.EXERC_01
INTRODUÇÃO AO DESIGN . EXERCÍCIO 01
15.10.07
A PROPOSTA
O RESULTADO
Foram escolhidos os conceitos do Egoísmo e do Cubismo para a execução das composições:

Egoísmo . A composição final referente a este conceito, possui um tom de crítica social, aparentemente suave, através de todas as palavras e frases presentes: “Dê-me uma pequena ajuda / não ; “veste duas gravatas ao mesmo tempo”; “Há cada vez mais / Ego. / a culpa é dos lobos.” Outras palavras e frases contidas (como: “não” / “o mundo mudou. O mundo é mono”; “monocromático”; “privada”) transmitem também a individualidade e a centralização pessoal caracterizadoras do egoísmo. Todos estes elementos juntamente com outras pequenas colagens de texto de tamanho mais reduzido constroem um fundo que não é totalmente uniforme nem regular; de facto estes elementos apenas cobrem uma parte do quadrado de 20cm deixando uma outra porção em branco cru, de forma a tornar toda a composição mais acessível e também a formar a silhueta de um único individuo. A utilização do “o” da palavra “ego” a vermelho é também propositada, assim como a utilização dos pontos finais (um a preto; e dois a vermelho).
Cubismo . Contrariamente ao Egoísmo, a representação do conceito de Cubismo foi, para mim, muito mais difícil de realizar. Utilizando apenas colagens de quadrados sobre o quadrado de 20cm, procurei representar uma figura humana feminina sob um processo de desconstrução e geometrização das formas, características inerentes ao estilo cubista. Deste modo, a mulher é representada através da cabeça completa (estando no cabelo as letras C;U;B – cubismo) e de uma boca vermelha que é simultaneamente um seio. Este último elemento utiliza a técnica da figura-fundo: a boca é representada através da figura vermelha sobre o fundo; já o seio é construído através do fundo branco delimitado pela forma vermelha correspondente ao lábio inferior, e através de um pequeno quadrado amarelo que representa um mamilo.
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DAVIDMARREIROS
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14:57:00
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labels> ITD
21.12.07
ITD.PROJ_01
INTRODUÇÃO AO DESIGN . PROJECTO 01 - IMAGEM DE IDENTIDADE
10.10.07
Na disciplina de ITD (Introdução ao Design) foi-nos proposto, como projecto inicial, a realização de uma imagem própria de identidade, identificativa e caracterizadora de cada aluno, que conjugasse formas imagéticas e tipográficas numa composição qualquer com materiais também de livre escolha. O formato da composição era A3 ao alto e a utilização directa de computador para a realização do projecto era proibida. A imagem deveria acima de tudo, cumprir a sua função maior – permitir a rápida associação do nome à fisionomia de cada aluno pelo professor.
Como não era minha intenção mostrar nitidamente toda a minha face, optei por utilizar uma fotografia minha tratada como um espelho partido. Penso que cada um de nós é constituído por vários pedaços; a nossa aparente unidade é dada através da co-relação de várias características não apenas nossas, mas também dos outros e do espaço circundante. Quando uma pessoa se tenta lembrar de nós ou de nos identificar, não se lembra do todo, mas sim das partes, ou melhor constrói o todo a partir dos pedaços principais e mais marcantes tanto relativos à imagem como à personalidade. E como o objectivo do projecto era o de executar uma imagem de identificação, foi exactamente isso que fiz através do pressuposto anterior, que os outros se lembram do Eu através de pedaços.
Foi minha intenção tirar partido da tridimensionalidade, da ideia de suspensão no nada, da existência não-existente, por isso vários pedaços separam-se do Todo ficando a vaguear no espaço, no Vazio. Cada pedaço encontra-se identificado e possui no verso a imagem real, a fotografia do pedaço que me identifica, imagens estas que se projectam na superfície espelhada que serve de suporte à composição. Foram escolhidos como elementos identificativos o olho, o nariz, a boca, a barba, o polegar, o colar do Escorpião e a pulseira. A superfície espelhada possui a função de reflectir toda a composição, não só o verso dos pedaços mas também o todo (pois, no verso do todo, encontra-se a imagem real e original); e simbolicamente re
presenta o Eu, o espelho é a objecto mais fácil de nos reconhecer-mos fisicamente. Porém preferi não colocar um espelho perfeito, mas sim com algumas rugas e riscos, de modo a obter uma impressão de distorção e de imperfeição propositada, característica inata de qualquer humano. A minha personalidade, essa encontra-se espalhada por todo o projecto através da cor e da forma; aquilo sou eu; é como eu penso; como sou: activo (cores), versátil, simultaneamente expressivo e contido, versátil, dinâmico, simultaneamente negro e luminoso… O nome é outro dos elementos que nos diferencia, ou melhor que nos categoriza. Assim, o meu nome, David Marreiros, encontra-se escrito a preto no final da composição, como assinatura, mas apenas com uma pequena alteração – a acentuação cromática do R (a vermelho) tal como eu próprio acentuo oralmente. Como forma de harmonizar a relação do elemento imagético superior com o elemento tipográfico é adicionado no final do nome um pequeno símbolo, que pode ser entendido tanto como mais uma das formas suspensas, como a estrela de David numa abordagem mais dinâmica e moderna que a original.Basicamente a composição demonstra a decomposição do Eu, de modo a ser mais facilmente identificada pelos Outros.
Material utilizado: K-line; Acetato, Acetado Impresso, Folha Autocolante de Espelho, Papel de Fotografia Impresso.
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DAVIDMARREIROS
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18:48:00
2
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labels> ITD
